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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Não dê pérolas aos porcos

É incrível como o ser humano não muda. O que as pessoas são capazes de fazer por fama, dinheiro, prestígio, dinheiro, poder, dinheiro... já mencionei dinheiro?

É incrível como essas coisas (ou a falta delas) pode despertar a má-fé no mais bem intencionado pobre (ou rico) mortal.

Tá, vai, posso estar generalizando. Posso estar divagando sobre um lugar-comum. É só que parei para pensar nessas coisas dia desses por causa de uma pérola.

É, uma pérola. Uma pérola e um cara mexicano que eu nem conheço. Aliás, que nem existe. Só existiu na cabeça de uma cara que morreu há 40 anos. Ou não.

Explico: Ganhei um livro chamado A Pérola num sorteio literário. Ele conta uma história, baseada num conto popular mexicano, sobre um pescador que encontrou a maior pérola do mundo. Essa descoberta desperta nele e nas pessoas que moram no povoado desejos e sentimentos hostis. O pescador começa a ficar paranóico, achando que todos estão atrás de sua perolona. Talvez até estejam ou talvez seja somente delírio dele. O certo é que o texto traz à tona a inocência das pessoas que acreditam que a riqueza soluciona todos os problemas.

O autor dessa história: Jonh Steinbeck, escritor norte-americano, vencedor de um Nobel de Literatura.

Embora o livro - na verdade, é um livretinho de bolso, de mais ou menos 100 páginas - tenha sido lançado em 1947, a história não é nada desatualizada, muito menos tem a ver somente com a sociedade da época. Né?

Alguns dizem que ela evoca o socialismo, como muito da obra do autor. Mas isso é papo para outro dia. Só sei que, em muitos momentos da minha leitura, me senti angustiada, confesso. A história expõe segredos da natureza humana e conseqüencias de sair dos padrões morais e éticos.

Vale a pena ler, não demora mais que uma hora.
STEINBECK, John. A pérola. 26. ed. Rio de Janeiro: Record, 2003.

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