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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Arroz e feijão, por que não?




Esses dias a Maria Clara, que está lá na Indonésia, colocou no facebook assim: Temos feijão! Achei tão bonitinho. Eu nunca morei fora do país, mas sei que feijão faz falta. Aliás, ô coisinha que faz falta é aquele feijãozinho de mãe, cozido no dia e tostado no alho. Quem já passou sua época de estudante movido a miojo sabe o quão saudoso pode ser um feijão. Ontem, o caderno Equilíbrio da Folha de São Paulo trouxe uma matéria deliciosa sobre comida sem frescura. Uma verdadeira ode à simplicidade. O texto trazia lá um movimento de reação à arrogância gastronômica e um guia da culinária ogra, escrito pelo crítico de cinema André Barcinski. Só filé, com perdão do trocadilho. Entre os preceitos dos tais restaurantes ogros, Barcinski citava pérolas tais como:

“1 - Não pode ter nome começando por “Chez” ou terminando por “Bistrô”
2 - A comida precisa ocupar ao menos 85% da área total do prato (com preferência a iguarias com uma taxa de ocupação de mais de 100% dos pratos, como bifes que caem pelas bordas dos pratos)
3 – Não pode ter “chef”, e sim “cozinheiro”.
4 – Não pode ter “menu”, e sim “cardápio”
5 – Algumas palavras estão terminantemente proibidas nos cardápios. A presença de qualquer uma delas significa exclusão imediata da lista. São elas: “nouvelle”, “brûlée”, “pupunha”, “espuma”, “lâmina”, “lascas” e “contemporânea”

E por aí vai. A idéia é acabar com aquele excesso de explicação. Dizem que os poemas devem ser sentidos antes de serem entendidos. Acho que, com relação à comida, vale a mesma lógica. Mas, apesar de adorar comida simples, acho importante buscar uma alimentação saudável. Coincidentemente, ontem também foi publicada uma pesquisa dizendo que o consumo de junk food pode trazer queda no Q.I. das crianças. Acho meio óbvio. Comer porcaria em fase de crescimento não deve trazer um resultado tão positivo, certo? Enfim... seguem links úteis sobre o assunto. A matéria da Folha sobre culinária simples e também sobre a pesquisa. E ah... depois de twitar tanto sobre arroz e feijão, acabei sendo seguida pelo Arroz Tio João. É isso, minha gente! Tem um saco de arroz me seguindo! KKK!

>>>Estudo relaciona dieta de 'junk food' a Q.I. baixo
>>> Comida sem frescura

2 comentários:

Clarinha disse...

Ei, que bonitinho! É verdade, não agüento esse bibibi bóbóbó de gente falando de vinho, café e afins. Pelamordedeus, desce um bife com batata frita aí!

Aline Espíndola e Fabiana Carvalho disse...

Segura o saco do Tio João aí, Aninha, que ele tá te seguindo! KKKK