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quarta-feira, 9 de março de 2011

Alegria?


Carnaval é um período de festas regidas pelo ano lunar no cristianismo da Idade Média. O período do carnaval era marcado pelo "adeus à carne" ou "carne vale" dando origem ao termo "carnaval". (Fonte: Wikipedia)

Carnaval é tempo de alegria, dizem. Vestindo ou despindo máscaras, fantasias ou abadas, são cinco dias de álcool, drogas, música, sexo e folia. É como se fosse emitida uma licença para o abuso. Na televisão, repetidas em espiral, propagandas nos dão conta de que subitamente todos nos tornamos crianças e não sabemos como nos portar. O tom é professoral. “Se beber, não dirija. Se dirigir, não beba”. “Sexo, só com camisinha”. “Use roupas leves e beba bastante água”. É isso. Tornamo-nos todos idiotas e já não sabemos como nos prevenir ou como beber adequadamente. E o pior é que estão certas as propagandas. Tenho a sensação de que nos tornamos idiotas durante o carnaval. Estive adoentada nesse feriado e apenas na terça-feira de carnaval é que saí de casa com o propósito de aproveitar a folia. Fui ao carnaval de rua de Brasília, o famoso Pacotão. Farei um relato sucinto de acontecimentos que julguei bizarros, embora sejam corriqueiros durante a festa.
- Um conhecido de anos, casado, pai de duas crianças, sussurrou saliências em meu ouvido quando fui cumprimentá-lo. Bizarro.
- Duas moças muito bonitas, com músculos torneados, pediram gentilmente para que eu parasse de brincar com minha espuma (aquela de jogar para cima) caso não quisesse apanhar. Bizarro.
- Cinco marmanjos, juntos, se achavam no direito de tecer comentários a respeito da aparência de todas as mulheres que passavam por perto, acompanhadas ou não.
Enfim... bizarro. Fico feliz que tenha acabado. Agora é tempo de contabilizar os mortos em acidentes de trânsito, overdoses, bebedeiras, ataques cardíacos e afins. Feliz ano novo!
Rodovias federais têm 189 mortes em cinco dias.

2 comentários:

Clarinha disse...

Oh, saudade do carnaval! Quem dera tivesse uma propaganda do tipo "sexo, só com camisinha" por aqui. Mas dispensaria as mulatas peladas globaliza. Aos homens machistas/vagabundos/safados, que sejam eternamente ignorados e morram sozinhos de tédio.

Ana Guimarães disse...

É...sempre bom relativizar. Acontece que o machismo de fato já me encheu a paciência. Acho que estou ficando velha. Já me vejo em frente à TV assistindo aos desfiles e meneando a cabeça em muchochos do tipo - pouca vergonha...